terça-feira, 7 de abril de 2009

A CRUZ - CAPITULO DOIS - A PALAVRA DA CRUZ (continuação)



A PALAVRA DA CRUZComo havíamos prometido no capitulo anterior, falaremos sobre as condições necessárias para podermos ter a experiência de morrer juntamente com o Senhor, visto que já conhecemos – O fato, o resultado e o objetivo, vejamos então o caminho certo para essa grande conquista.

A maneira de receber a morte substitutiva do Senhor Jesus é a mesma de morrer juntamente com Ele. Pela fé, não por obras, toma-se parte no resultado da morte substitutiva do Senhor Jesus, que é a absolvição da punição eterna. De semelhante modo, pela fé toma-se parte no resultado de morrer com o Senhor Jesus, que é
 a nossa libertação do pecado. É um fato que o Senhor Jesus já morreu por você. Também é um fato que você já morreu com o Senhor Jesus. Se não crer na morte de Cristo por você, não poderá participar da eficácia desta morte – a absolvição da punição. Se você não crer na sua morte com Cristo, da mesma forma não poderá receber a eficácia da morte com Ele – a libertação do pecado. Todos os que crêem na morte substitutiva de Cristo estão salvos, e todos que crêem na sua morte com Cristo venceram. Tomar parte na morte do Senhor Jesus – seja na morte substitutiva ou na morte participante – requer fé. Deus requer que creiamos. Precisamos crer na morte do Senhor por nós e em sua morte conosco. Romanos 6.11 diz “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado”. A palavra “considerar” é extremamente importante. Frequentemente gostamos de “perceber” se nosso velho homem morreu. Gostamos de “sentir” se nosso velho homem morreu. Se tentarmos perceber ou sentir, nosso velho homem, em nossa experiência, nunca morrerá. Nosso velho homem não morre por nossa “percepção” ou “sentimento”. Quanto mais “percebemos”, mais notamos que nosso velho homem não está morto, e quanto mais “sentimos”, mais vemos que nosso velho homem ainda está vivo. O velho homem não é crucificado por “perceber” ou “sentir”. O velho homem experimenta crucificação por meio do “considerar”. Que é considerar? “Considerar” é um ato de fé; “considerar” é a aplicação da fé, “considerar” é o julgamento da vontade e a execução da vontade. “Considerar” é completamente contrario a “perceber” e “sentir”. “Perceber” e “sentir” têm a ver com os sentimentos da pessoa, enquanto “considerar” tem a ver com fé e vontade. Portanto, a crucificação do nosso velho homem não é algo que devemos sentir. É errado dizer: “Eu não sinto que meu velho homem esteja morto”. Se o velho homem morreu ou não, independe do seu sentimento. Depende se você considera isso ou não.
Como “considerar”? Considerar-se morto ao pecado é considerar-se já crucificado. É considerar que seu velho homem já foi crucificado, e que a cruz do Senhor Jesus é a cruz para seu velho homem; é considerar que a morte do Senhor Jesus é a morte do seu velho homem, e ainda que a época da morte do Senhor Jesus há mais de dois mil anos é a época em que seu velho homem morreu. O velho homem já foi crucificado com Cristo. Isso é um fato, um fato consumado. Aos olhos de Deus, o velho homem está morto. Agora consideramos que nosso velho homem está morto. Se considerarmos em nosso coração as coisas nas quais cremos, Deus as cumprirá. Alem disso, deveríamos exercitar nossa vontade para considerar-nos mortos para o pecado. Se fizermos isso, não mais seremos escravos do pecado. Considerar é tanto um ato como uma atitude. Um ato é questão de um momento, enquanto uma atitude é algo que alguém mantém todo o tempo. Um ato é uma ação momentânea acerca de determinado assunto, enquanto uma atitude é uma avaliação duradoura acerca de algo. Devemos considerar-nos mortos para o pecado. Isso significa que deveríamos dar um passo definitivo para considerar-nos mortos para o pecado. Após isso, deveríamos continuamente manter uma atitude de estar morto para o pecado. O ato é o inicio e a atitude é a continuação. Deveríamos ter ao menos um momento diante de Deus onde, de um modo definitivo, a partir daquele exato dia e hora, consideramos a nós mesmo mortos. Após aquela consideração especifica, deveríamos diariamente manter essa atitude de consideração definitiva, atitude que declara a nós mesmo mortos para o pecado. O fracasso de muitas pessoas é este: elas se têm considerado mortas ao pecado e tem recebido a palavra de morrer com o Senhor na cruz. Entretanto, acham que essa questão é uma vez por todas e que uma vez que fizeram essa consideração não terão problemas a partir de então. Pensam que da mesma forma que alguém está morto quando seu corpo morre, assim é com a morte do velho homem de alguém. Elas não percebem que o mesmo não é verdade na esfera espiritual. Precisamos considerar-nos mortos com Cristo cada dia e cada hora. Sempre que um crente pára de considerar, seu velho homem, na experiência, não estará morto. Essa é a razão de muitas pessoas acharem que seu velho homem parece ter ressuscitado. Se isso fosse algo que pudesse ser resolvido uma vez por todas, não precisaríamos mais estar atentos. Vigilância é algo que necessitamos exercitar a todo o momento. De semelhante modo, considerar nosso velho homem morto é algo continuo e ininterrupto. Se os filhos de Deus estiverem mais cônscios disso, evitarão muitos fracassos.
Tomar uma atitude não é exercício mental, mas uma avaliação permanente de nós mesmos em nossa vontade. Alguém deveria ser capaz “de considerar-se morto” quer conscientemente, quer inconscientemente. Os filhos de Deus sempre encontram dificuldades em fazê-lo. Por vezes, acham que se “esqueceram” de considerar-se. Eles têm feito uso do órgão errado. Considerar é um exercício da vontade, não uma luta na mente. Se você vence ou não, depende se tem ou não tomado a atitude de considerar-se morto. Isso não depende de ter ou não lembrado de considerar-se. Se você exercita sua vontade pelo Espírito Santo em manter essa atitude de morte, descobrirá que conscientemente ou inconscientemente essa atitude estará com você. A atitude será sempre a mesma quer se lembre ou não. Naturalmente, nossa mente tem sua posição, mas não deveríamos deixar a mente influenciar a vontade. A vontade deve controlar a mente e deve levá-la a auxiliar a vontade em manter essa atitude.
Portanto, cada dia e hora, consciente ou inconscientemente, não importando o que façamos, devemos sempre firmar-nos no fundamento da cruz e considerar nosso velho homem morto. Aqui reside o segredo de vencer o pecado e o Diabo. O pecado e o Diabo estão relacionados entre si. Se o pecado não pode ser nosso rei, espontaneamente o Diabo não terá qualquer terreno em nosso coração.
Se os crentes perceberem e receberem a verdade da cruz, não haverá tantos que retrocedem e fracassam. Uma vitoria duradoura não pode ser separada de uma permanência duradoura no fundamento da cruz.
Entretanto, isso não significa dizer que após termos “considerado” o velho homem morto na conduta e na atitude, o pecado dentro de nós será eliminado e anulado. Uma vez que ainda estejamos no corpo, o pecado ainda estará conosco. Dizer que o pecado pode ser anulado nessa vida não é ensinamento da Bíblia. Podemos mortificar nosso velho homem por crer na cruz do Senhor no Gólgota, e podemos fazer o corpo do pecado ficar sem poder, definhar e ficar paralisado como morto, mas nunca poderemos fazer o pecado ser anulado. Sempre que formos descuidados, desatentos e não firmados no terreno da morte do Gólgota, nosso velho homem estará ativo e exercerá sua autoridade e poder novamente. Satanás está buscando uma oportunidade o dia todo para ativá-lo. Onde quer que haja uma brecha, ele tentará recuperar sua posição original.
Sendo esse o caso, quanto precisamos estar vigilantes e alertas para que o velho homem nunca tenha um dia para ressuscitar novamente! Mas isso não é muito difícil? Certamente a carne considera isso difícil. Portanto, para a cruz opere nos que crêem, estes devem ter o poder do Espírito Santo. A cruz e o Espírito Santo nunca podem ser separados. A cruz torna possível aos crentes vencerem o pecado; o Espírito Santo torna real na vida dos crentes o que a cruz realizou. Um crente que quer ser liberto dos pecados não deve fazer provisões para a carne; ele deve ser vigilante e estar pronto para pagar qualquer preço. Ele deveria ter menos esperança em si e mais confiança no Espírito Santo. Para o homem isso é impossível; para Deus, nada é impossível.
A morte da cruz é diferente de qualquer outro tipo de morte. Esse tipo de morte é o mais doloroso e demorado. Portanto, se verdadeiramente considerarmo-nos mortos e tomarmos a cruz do Senhor como sendo nossa própria cruz, esta será dolorosa e miserável no tocante à nossa carne. O Senhor Jesus ficou suspenso na cruz por seis horas antes de morrer; Sua morte foi muito lenta. Na vida dos cristãos, as experiências de co-crucificação pertencem muitas vezes a esse período de seis horas. Quando o Senhor Jesus estava na cruz, Ele tinha o poder de descer se assim desejasse. O mesmo é verdade para os que são crucificados com o Senhor. Sempre que alguém permitir que seu velho homem deixe a cruz, este a deixará. O velho homem esta pendurado na cruz mediante consideração da pessoa. Se alguém mantiver a atitude de que o velho homem está morto, este ficará tão sem forças quanto um morto. Mas uma vez que a pessoas relaxe, o velho homem será ativado. Muitos filhos de Deus frequentemente querem saber por que seu velho fica ressuscitando. Eles se esquecem que a morte de crucificação é lenta.
Satanás está muito atento; ele aproveita toda oportunidade para ressuscitar o velho homem e fazer os crentes cometerem pecados. Toda vez que estamos despercebidos, sua tentação e engano vem. Quando exteriormente a tentação e o engano vêm, o velho homem em nosso interior é rápido em responder. Nessa hora, a pessoa deve voltar-se uma vez mais ao fundamento da cruz e deve uma vez mais considerar-se morto. Ele deve aguardar (por meio da sua consideração) que o Espírito Santo lhe aplique o poder da cruz, até que a tentação perca seu poder de atração. Todo crente deveria ter essa experiência extraordinária. Quando estiver a ponto de ser derrotado, ele deve vir novamente à cruz e considerar-se morto; por meio disso ele provará um poder vindo para dentro de si, que o guardará e fortalecerá para resistir à tentação. Entretanto, não é verdade que algumas vezes consideramos seguidamente e ainda assim não vemos nenhum resultado, e pecamos? Essa é a experiência de muitos. Isso mostra que seu “considerar” tem algum problema. Se você tiver verdadeiramente considera, certamente encontrará um extraordinário poder vindo para dentro de si. Lembremo-nos de que esse “considerar” não é dizer com a boca: “Estou morto, estou morto”, tampouco é pensar na mente: “Estou morto, estou morto”. É o julgamento de a sua vontade considerar a si mesmo morto e manter essa atitude de consideração com um coração que crê. Podemos dizer que essa é uma decisão em nossa vontade, por meio da qual declaramos: “Estou morto”. Em outras palavras, primeiro você está desejoso de morrer, então considera a si mesmo morto. Precisamos aprender a considerar com a vontade e com fé.
Se realmente nos firmamos em Romanos 6.11, constantemente teremos a experiência de sermos libertados do pecado. Quando um crente toma essa atitude pela primeira vez, Satanás tentará de propósito causar um tumulto e fará com que ele sinta que as coisas são difíceis demais para controlar. Nessa hora, ele deveria calmamente confiar no Espírito Santo para que aplique nele o poder da cruz. Não se debata. Não fique ansioso. Não pense que a tentação é grande demais e não superestime o inimigo por causa disso. Você deve considerar-se morto para o pecado. A cruz tem o poder de vencer o mundo.
Nas vezes que infelizmente falhamos, deveremos levantar-nos ainda mais e crer mais no poder da cruz. O Espírito Santo conduzi-lo-á para a vitória no Senhor Jesus. Irmãos, “o pecado não terá domínio sobre vós, pois estais... debaixo da graça”!

3 comentários:

  1. Olá!

    Estou apreveitando este espaço para divulgar o blog "Salvos Pelo Amor!"

    Não deixem de conferir!

    http://salvospeloamor.blogspot.com

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  2. Muito bom sua postagem, Pastor Leonardo.
    Que Deus continue lhe dando sabedoria para que o Irmão continue sendo um instrumento precioso em Suas mãos.
    Fique na Paz de Cristo.

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  3. Paz de Cristo meu querido Carlos Henrique, fico feliz por vc e por seu amor a Palavra de Deus, creio que este deve ser o sentimento de cada cristão, amar e divulgar a Palavra de Deus a tempo e fora de tempo... conto com vc e com seu amor, para juntos anunciarmos esta palavra tão maravilhosa e transformadora, fique na Paz de Cristo.

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